... que o tempo é curto!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
...fomos donos do que hoje não há mais
E todas as metáforas que procuro, como encontrar deserto onde um dia foi fonte, já não dão conta de descrever essa aridez sem tamanho.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Peço, por gentileza!
Prezada Hilda Hilst, sei que a senhora já morreu, embora pareça eterna quando te leio... mas peço-lhe a gentileza de parar de roubar minha vida e escrever sobre meus desejos em seus poemas. Sobretudo aqueles do livro Do Desejo, que há tantos anos perdi. Fineza parar de acordar as inquietudes da minha alma, levantar a poeira que escondo atrás das cortinas e me fazer querer ser menos racional. Se não for pedir demais, arruma um poeminha que faça com que tudo pareça fácil, perfeito e adormeça esse monstro desperto que me ameaça a vida.
"Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?"
UPDATE: Já pode morrer depois de ter encontrado esse vídeo?
http://www.youtube.com/watch?v=85Bt6AprKlA
"Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?"
UPDATE: Já pode morrer depois de ter encontrado esse vídeo?
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Ismália Enlouqueceu
ps do post anterior: contemplar meus abismos não quer dizer que ando numa "vibe" Ismália, ok?
Vamos considerar que trabalhamos com metáforas.
Vamos considerar que trabalhamos com metáforas.
Força, Fé e Foco
Eis que na semana passada fui presenteada com um textinho que falava dessas três palavras: FORÇA, FÉ e FOCO. Chegou na hora certa, e como quem precisa se segurar em arbustos na beira de um penhasco absorvi tais palavras como quem assimila, incorpora e evoca um mantra. Força, fé e foco, força, fé e foco, forçaféefoco... Sim. Isso segurou minha onda esses dias. Bastava evocar as palavrinhas e eu já estava lá, visualizando o objetivo, olhando pra frente pra não perder o foco, rogando à Deus pra não perder a fé. Mas a vida adora brincar de roda-viva, ficar mimetizando letra de Chico Buarque e lá se foi meu foco. Lá se foi a minha força. Lá se foi a minha fé. " A gente vai contra a corrente até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir". E eu fico aqui me perguntando o porquê dessa sensação de derrota, de não dar conta, de não conseguir caber nos moldes que eu mesma ando desenhando. Vivo tentando bancar Deus, sem perder essa mania de tentar salvar tudo e todos que aparecem em minha frente, sem sequer indagar quem quer e quem PRECISA ser salvo. Uma necessidade imbecil de ser necessária. Uma mania idiota de querer cuidar. Amélie Poulain da vida real deve ser uma histérica. Não tem romantismo, não é bonitinho querer consertar a vida alheia para não olhar pros meus próprios naufrágios, pra meu barco a deriva com uma tripulação sedenta diante de tanto mar.
Falando em Amélie, em 11 de novembro de 2010 postei o seguinte diálogo:
- Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes."
- Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros."
- Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"
E hoje isso faz ainda mais sentido pra mim.
Não estou conseguindo arrumar a minha bagunça, os armários estão revirados e os cantos das janelas ostentam teias. Eu quero, sim, a FORÇA, a FÉ e o FOCO de que falava o texto partilhado por alguém a quem devoto imenso amor. Mas quero que eles sejam legítimos, genuínos e não uma desculpa pra não olhar pros abismos na estrada. Eu quero a força que me sustenta, a fé que me ampara e o foco que me faz seguir adiante sem temor. Preciso disso pra contemplar meus abismos... e eu PRECISO contemplar meus abismos de tempos em tempos pra não esquecer que a vastidão já me levou por vários caminhos, mas eu sempre tenho pra onde voltar.
Falando em Amélie, em 11 de novembro de 2010 postei o seguinte diálogo:
- Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes."
- Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros."
- Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"
E hoje isso faz ainda mais sentido pra mim.
Não estou conseguindo arrumar a minha bagunça, os armários estão revirados e os cantos das janelas ostentam teias. Eu quero, sim, a FORÇA, a FÉ e o FOCO de que falava o texto partilhado por alguém a quem devoto imenso amor. Mas quero que eles sejam legítimos, genuínos e não uma desculpa pra não olhar pros abismos na estrada. Eu quero a força que me sustenta, a fé que me ampara e o foco que me faz seguir adiante sem temor. Preciso disso pra contemplar meus abismos... e eu PRECISO contemplar meus abismos de tempos em tempos pra não esquecer que a vastidão já me levou por vários caminhos, mas eu sempre tenho pra onde voltar.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Saga
" Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer"
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer"
Viciada em Filipe Catto!
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