Conferindo posts antigos depois de lembrar que tenho blogs. Evocando cada sensação de quando aquelas palavras viraram textos, de quando elas passaram a ser emoções compartilhadas.
Blogueira e desistente de blogs desde 2003, com o Sol de Primavera, que se tornou eclipse eterno quando decidi que tudo aquilo só deveria morar em minhas lembranças e o apaguei. De vez em quando sinto saudadinha de reler algumas coisas, como o post que falava da solidão da 'elefanta' de circo e o menino de rua, ou dos comentários carinhosos que recebi por todos aqueles anos. Mas não, aquela não era mais eu... ou pelo menos era uma eu que não queria mais se mostrar. A eu que se mostra hoje está nas redes sociais, brincando com os irmãos e amigos, postando piadinhas internas e músicas que me tocam... e essa eu se mostra muito menos, mesmo que se exiba pra 410 "amigos". A eu que não se mostra está cada vez mais escondida, apesar da casca melhorada, da polidez, da aparente amabilidade. Essa que sou hoje busca um silencioso equilíbrio e se pergunta coisas cujas respostas já sabe, mas anseia por um milagre que as mude. A eu de hoje continua criando enigmas que nem são tão difíceis assim de decifrar, mas tenho medo de, mesmo decifrando-os, ser devorada.