quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O fardo do preconceito
Admitir um preconceito é um processo extremamente doloroso, principalmente quando ele é tão arraigado que não se percebe sua existência.
E foi assim que me surpreendi, me envergonhei profundamente, me justifiquei, me puni. Desculpas não funcionam muito bem (principalmente quando se trata das minhas próprias desculpas) se não se tenta entender e se livrar do mal. Sei sim, que não existe NINGUÉM 100% livre do preconceito. É da essência do homem julgar, ser julgado, comparar, condenar. Sempre tentei me livrar de todos os que fui capaz de detectar. Ontem, porém, percebi que preconceito é preconceito e não importa a intenção. Disse algo, magoei, tentei justificar que na verdade o sentido do que disse era outro (e percebo, só agora, que o sentido era mesmo outro, mas o sentimento era o mesmo). Empalideço de vergonha e tristeza, por magoar, por perceber minha falha, por ser tão "filhadaputamente" preconceituosa. E por mais perdão que eu peça, só o doloroso processo de extirpação desse sentimento tão danoso é que vai me redimir.
E foi assim que me surpreendi, me envergonhei profundamente, me justifiquei, me puni. Desculpas não funcionam muito bem (principalmente quando se trata das minhas próprias desculpas) se não se tenta entender e se livrar do mal. Sei sim, que não existe NINGUÉM 100% livre do preconceito. É da essência do homem julgar, ser julgado, comparar, condenar. Sempre tentei me livrar de todos os que fui capaz de detectar. Ontem, porém, percebi que preconceito é preconceito e não importa a intenção. Disse algo, magoei, tentei justificar que na verdade o sentido do que disse era outro (e percebo, só agora, que o sentido era mesmo outro, mas o sentimento era o mesmo). Empalideço de vergonha e tristeza, por magoar, por perceber minha falha, por ser tão "filhadaputamente" preconceituosa. E por mais perdão que eu peça, só o doloroso processo de extirpação desse sentimento tão danoso é que vai me redimir.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A saga 'Amelie' continua...
- Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes."
- Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros."
- Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"
****************
É que "são tempos difíceis para os sonhadores".
****************
"Nem sempre é so easy se viver."
(Lulu e Amelie? ComAssim?)
Levando em conta o quanto foi difícil o dia de hoje.
- Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros."
- Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"
****************
É que "são tempos difíceis para os sonhadores".
****************
"Nem sempre é so easy se viver."
(Lulu e Amelie? ComAssim?)
Levando em conta o quanto foi difícil o dia de hoje.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Pois ... estragar a própria vida é um direito inalienável!
Amelie é coisa de gênio.
Mais até do que Minha vida sem mim.
"...você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida."
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Coisinha linda
Sou fã de Viviane Pontes, @vpontes, do De(coeur)ação. Hoje, lá no twitter, ela indicou isso aqui, ó. Amei de imediato, tem cara de infância!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Em tempos de Twitter
Blog abandonado é de uma melancolia sem par. Não que falte assunto, não que falte sentir. Falta mesmo é organização do pouco tempo. A válvula de escape está nas besteirinhas soltas no twitter, nos minutos de televisão ligada só pra ver movimento e escutar barulho. Têm ficado para trás os livros - que me são tão caros- os filmes e o tempo dedicado às pessoas queridas. Sou salva pelo afago dos meus gatos quando chega em casa, pela voz me dizendo que essa maré difícil vai baixar.
Amém.
Amém.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Aquela última canção
Veio de repente a notícia de que Americano - O Negão - havia morrido. Eu estava em Itabuna e na semana anerior, já sabendo que eu ia para lá, ele cantou e tocou violão pra mim, como de costume quase sempre que estava na casa de minha mãe. Desde ontem tento lembrar qual foi a música naquele dia.Aquela última canção.
Dora já era de praxe. A primeira música que tocou, na primeira vez que pegou num violão após a morte (tão dolorosa) do filho. Eu estava lá e, mesmo sendo tão nova, pude dividir com ele aquela dor e aquela emoção. Com o passar dos anos ficou até engraçado, pois quem não conhecia a história não conseguiria entender porque eu e o amigo de minha mãe (também meu AMADO amigo) tínhamos a nossa música. Até porque sua letra não conta nada do que vivemos juntos... mas era Dora a nossa música (consigo ouvir sua voz agora), por ter sido pra mim, e exatamente esta, a primeira música após todo aquele mergulho no escuro que foi perder seu filho.
Desde que conheci o Negão (e isso é mais da metade do tempo que vivi até hoje) só enxergava nele generosidade. Ele era aquele amigo que me chamava de filadaputa toda vez que demorava de ir em Itabuna, ou ia e não o avisava. Mas era também o cara que quis me tirar de uma tristeza profunda tentando me ensinar a tocar violão. A parte do violão não deu certo e talvez nem ele acreditasse que o violão tira a tristeza, já que seu som mais bonito sempre saía das músicas de lamento. Americano era a presença compulsória (e sempre agradável) nos festejos lá de casa. E também a mão amiga. E também o cara que me dava bronca por eu ainda dirigir sem habilitação. E também o que dizia à minha mãe que eu era a filha perfeita.
É triste demais saber que o Negão morreu. Só consegui lembrar que o prometi que ligaria quando chegasse e o tempo foi curto demais. Foi uma dor sem tamanho me dar conta de que não haverá uma próxima vez, um próximo telefonema em que ele me chamará de Ninha filadaputa e depois dirá que está com saudade. É mais triste ainda saber que não terei mais com quem recitar o Soneto do Amor Total naquela combinada paradinha quando você tocava o Samba da Benção. Que não o ouvirei mais tocando e cantando lindamente Eu e a Brisa ou parando entre os acordes da música pra contar um causo.
São poucas as certezas, meu amigo Americano, que ainda carrego nessa vida. Mas ontem me deparei com uma delas: onde quer que vá a sua alma, ela levará consigo a MÚSICA.
A benção, Negão!
Amo você.
Ísis, 04/10/2010 - 09:14h. (escrito no trabalho)
Dora já era de praxe. A primeira música que tocou, na primeira vez que pegou num violão após a morte (tão dolorosa) do filho. Eu estava lá e, mesmo sendo tão nova, pude dividir com ele aquela dor e aquela emoção. Com o passar dos anos ficou até engraçado, pois quem não conhecia a história não conseguiria entender porque eu e o amigo de minha mãe (também meu AMADO amigo) tínhamos a nossa música. Até porque sua letra não conta nada do que vivemos juntos... mas era Dora a nossa música (consigo ouvir sua voz agora), por ter sido pra mim, e exatamente esta, a primeira música após todo aquele mergulho no escuro que foi perder seu filho.
Desde que conheci o Negão (e isso é mais da metade do tempo que vivi até hoje) só enxergava nele generosidade. Ele era aquele amigo que me chamava de filadaputa toda vez que demorava de ir em Itabuna, ou ia e não o avisava. Mas era também o cara que quis me tirar de uma tristeza profunda tentando me ensinar a tocar violão. A parte do violão não deu certo e talvez nem ele acreditasse que o violão tira a tristeza, já que seu som mais bonito sempre saía das músicas de lamento. Americano era a presença compulsória (e sempre agradável) nos festejos lá de casa. E também a mão amiga. E também o cara que me dava bronca por eu ainda dirigir sem habilitação. E também o que dizia à minha mãe que eu era a filha perfeita.
É triste demais saber que o Negão morreu. Só consegui lembrar que o prometi que ligaria quando chegasse e o tempo foi curto demais. Foi uma dor sem tamanho me dar conta de que não haverá uma próxima vez, um próximo telefonema em que ele me chamará de Ninha filadaputa e depois dirá que está com saudade. É mais triste ainda saber que não terei mais com quem recitar o Soneto do Amor Total naquela combinada paradinha quando você tocava o Samba da Benção. Que não o ouvirei mais tocando e cantando lindamente Eu e a Brisa ou parando entre os acordes da música pra contar um causo.
São poucas as certezas, meu amigo Americano, que ainda carrego nessa vida. Mas ontem me deparei com uma delas: onde quer que vá a sua alma, ela levará consigo a MÚSICA.
A benção, Negão!
Amo você.
Ísis, 04/10/2010 - 09:14h. (escrito no trabalho)
sábado, 18 de setembro de 2010
Ah, semana...
Enfim, sábado. Não que venha o descanso, apesar da necessidade... mas é, desde 12:00h, oficialmente o fim de uma semana daquelas em que me senti morrendo um pouco, por ter de passar por cima de valores que antes julgava inegociáveis.
Quem disse que transformação não dói?
Quem disse que transformação não dói?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Cantarolando mentalmente...
Chuvas de Verão
Caetano Veloso
Composição: Fernando LoboPodemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, no presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam com o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
E nada mais
Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
Nada mais
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, no presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam com o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
E nada mais
Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
Nada mais
Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Assim, sem motivo.
domingo, 12 de setembro de 2010
Salve, salve, Nando Reis
Eu ando meio perdida no meio de tantas hipérboles.
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou"
Sábio, sábio, Nando Reis
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou"
Sábio, sábio, Nando Reis
sábado, 11 de setembro de 2010
Filminhos pro fim de semana
Então veio a vontade de filme. Um pra assistir junto e outro pra assistir sozinha, já que ninguém aqui tem paciênca para os meus filmes. =P
São eles:
Invictus, com Morgan Freeman e Matt Damon
e...
Coco antes de Chanel, com a 'parasempreAMELIE' Audrey Tautou.
Até tentei postar os trailers, mas o Blogger não quer incorporar os vídeos.
Se alguém tiver curiosidade, no YouTube tem tudo legendadinho. =P
São eles:
Invictus, com Morgan Freeman e Matt Damon
e...
Coco antes de Chanel, com a 'parasempreAMELIE' Audrey Tautou.
Até tentei postar os trailers, mas o Blogger não quer incorporar os vídeos.
Se alguém tiver curiosidade, no YouTube tem tudo legendadinho. =P
O milagreiro
Ó, só sei que mami mandou uns mimos. E esse aqui tá promovendo milagres em minha pele.
Derm Aox. Deixando uma balzaca menos velha e mais feliz.
Derm Aox. Deixando uma balzaca menos velha e mais feliz.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
No dia em que vim embora...
Sábado, Julho 29, 2006
Mudando. Frios na barriga, medos e toda a vontade de dar certo. Poderia ser mais fácil, mas se trata de mim, né? Então tem o umbigo ligado, a saudade que vai haver, a perspectiva do novo que sempre assusta e a confirmação de que não se pode mesmo esperar sempre que o outro facilite te dando segurança quando é você quem está no meio do turbilhão. Pequenas coisas que fazem o todo. A brincadeirinha (ou não) na hora indevida, o e-mail enviado a milhões de pessoas e dentre elas aquela que tanto incomoda. O não saber SER o outro quando este precisa da mão estendida. Esperança sim, mas não de tornar outra a outra pessoa... mas só de que ela um dia aprenda que aquela frase tão clichê é o grande segredo: quem ama cuida.
Estou indo. Pra aprender, crescer, construir... mas não tô abrindo mão de ser feliz!
Estou indo. Pra aprender, crescer, construir... mas não tô abrindo mão de ser feliz!
(De um blog passado. De uma pessoa que não sou mais)
Apaixonadamente
Composição: Francis Valle & Stelio Valle
Não é preciso fazer
Novas juras de amor
Nem é preciso tentar
Esquecer qualquer dor
Basta que essa paixão
Seja aquela paixão que outrora existia
Basta que eu te queira agora
Como eu queria
Deixa que os meus abraços
Tenham a força do olhar
Deixe que tuas palavras
Digam tudo que há
Não é possível saber
Como tudo voltou assim tão de repente
Nada se pode explicar apaixonadamente
Novas juras de amor
Nem é preciso tentar
Esquecer qualquer dor
Basta que essa paixão
Seja aquela paixão que outrora existia
Basta que eu te queira agora
Como eu queria
Deixa que os meus abraços
Tenham a força do olhar
Deixe que tuas palavras
Digam tudo que há
Não é possível saber
Como tudo voltou assim tão de repente
Nada se pode explicar apaixonadamente
Esboço de Canção - a escolha
Dias querendo começar um blog novo, já que esqueci (talvez para todoosempre) a senha dos blogs antigos. Aí veio a idéia do nome, pretensiosa que sou, nunca pensado por ninguém em toda internet. E já existia. Outra tentativa, mais outra, mais outra, mais outra. Então veio a música que toca em minha cabeça desde ontem, enqunto voltava do trabalho pra casa. Lavoura, nas lindas vozes de Roberta Sá e Ney Matogrosso. Tinha de ser musical, pra começar, pra seguir em frente.
Quatro da manhã
Dor no apogeu
A lua já se escondeu
Vestindo o céu de puro breu
E eu mal vejo a minha mão
A rabiscar
Esboço de canção.
Poesia vã
Pobre verso meu
Que brota quando feneceu
A mesma flor que concebeu
Perdido na alucinação
Do amor
Acreditando na ilusão.
Canto pra esquecer a dor da vida
Sei que o destino do amor
É sempre a despedida
A tristeza é um grão
Saudade é o chão onde eu planto
No ventre da solidão
É que nasce o meu canto.
No ventre da solidão é que nasce o meu canto...
Acho que assim dá pra começar.
Dor no apogeu
A lua já se escondeu
Vestindo o céu de puro breu
E eu mal vejo a minha mão
A rabiscar
Esboço de canção.
Poesia vã
Pobre verso meu
Que brota quando feneceu
A mesma flor que concebeu
Perdido na alucinação
Do amor
Acreditando na ilusão.
Canto pra esquecer a dor da vida
Sei que o destino do amor
É sempre a despedida
A tristeza é um grão
Saudade é o chão onde eu planto
No ventre da solidão
É que nasce o meu canto.
No ventre da solidão é que nasce o meu canto...
Acho que assim dá pra começar.
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