segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Veredas, veredas

Poderia ser mais uma nuvem, mas não é. É mudança de tempo e minha mudança diante do tempo.
Falando nele, o tempo, suas marcas incidem sobre mim com uma velocidade inacreditável. E não é só do corpo e de suas transformações que falo. Me refiro também a cada sinal inscrito em mim pela vida e suas dores, alegrias, perdas, desejos. Desejo. Esse estranho íntimo com quem me deito e que me faz levantar. E se um dia são lágrimas, no outro a aridez domina, e a sede por ela provocada me tira a força de buscar com que mitigá-la. São livros dispostos sobre uma mesa esperando serem lidos, é a noite lá fora me convidando a contemplá-la. E sempre o lado de dentro me lançando convites pra que me volte para ele e confronte esse universo tão amedrontador (e tão libertador) chamado inconsciente.