Conferindo posts antigos depois de lembrar que tenho blogs. Evocando cada sensação de quando aquelas palavras viraram textos, de quando elas passaram a ser emoções compartilhadas.
Blogueira e desistente de blogs desde 2003, com o Sol de Primavera, que se tornou eclipse eterno quando decidi que tudo aquilo só deveria morar em minhas lembranças e o apaguei. De vez em quando sinto saudadinha de reler algumas coisas, como o post que falava da solidão da 'elefanta' de circo e o menino de rua, ou dos comentários carinhosos que recebi por todos aqueles anos. Mas não, aquela não era mais eu... ou pelo menos era uma eu que não queria mais se mostrar. A eu que se mostra hoje está nas redes sociais, brincando com os irmãos e amigos, postando piadinhas internas e músicas que me tocam... e essa eu se mostra muito menos, mesmo que se exiba pra 410 "amigos". A eu que não se mostra está cada vez mais escondida, apesar da casca melhorada, da polidez, da aparente amabilidade. Essa que sou hoje busca um silencioso equilíbrio e se pergunta coisas cujas respostas já sabe, mas anseia por um milagre que as mude. A eu de hoje continua criando enigmas que nem são tão difíceis assim de decifrar, mas tenho medo de, mesmo decifrando-os, ser devorada.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Era a mim que eu tentava salvar?
Não sei qual foi o dia em que decidi que me tornaria alguém melhor se resolvesse defender uma causa. Na verdade nem sei se isso de fato aconteceu ou se minha natureza de "cuidadora dos problemas do mundo" me trouxe até aqui. O fato é que sempre me coloquei mais no lugar dos bichos do que das pessoas. Lembro de minha crise de choro, ainda criança, no parque de exposições porque um cavalo estava preso. Lembro da dor que senti vendo minha cadelinha Tigresa morrendo atropelada enquanto eu ia para a escola. E eles sempre rodearam minha vida. Escopeta é o meu melhor amigo, deitava com as patinhas no quaixo e só levantava quando eu parava de chorar, como se fosse sua obrigação velar pelas minhas tristezas. Fui embora de casa e achei que meu ritmo de vida muito corrido não era compatível com um bicho de estimação. E veio PeRcoço me mostrar que são eles quem nos escolhem. Meu Perquinho foi e voltar pra casa sem encontrá-lo se tornou uma tortura. Até que chegou Lana. Até que chegou Clark. Até que chegou Júnior e vieram as RESgatinhas, Pitty, Chloe e Lara. Minha casa ficou cheia de gatos e meu coração também. Na casa não há mais vagas, mas o coração ainda fica me armando ciladas. A siamesa que ficou 24 horas aqui e se sentia dona da casa foi acolhida em umlar cheio de amor e hoje mora no tal 'céu dos gatos'. Desde anteontem, porém, me vejo às voltas com "Sassá" (assim a chamei, por estar cheia de sarna), que estava na chuva, com fome e toda debilitadinha. Prontamente fiz contatos, e consegui uma vaguinha pra lea numa fundação que acolhe os animais oara adoção depois. Peguei-a na rua, alimentei, fiz carinho naquelarouquinha linda e tão carinhosa, mesmo sabendo que ela dormiria aqui s´ó por uma noite, me rendi aos seus encantos. Então o dia de hoje chegou. Levei-a para o abrigo e ela cheia de medo, passou a dividir gaiolas com um tantão de gatos tão ou mais carentes que ela.
Saí de lá despedaçada!
Aquele olhar assustado, todos aqueles bichinhos de olhar triste, uns se pendurando nas grades buscando um pouquinho de carinho. Outros, como ela, se retraindo num canto. Nem sei descrever o quanto doeu, o quanto ainda me dói. O quão impotente me sinto, o quanto me questiono. Ela vivia na rua, passava fome, mas era livre. Se tivesse sorte, arrumava uns punhadinhos de ração. Se a sorte lhe abandonasse completamente, morreria de fome, fraqueza ou algum mau-trato atroz de gente sem alma. Hoje eu ajudei a selar a incerteza de seu destino. Sassá não deverá morrer de fome, mas nem sei se vai ser mesmo tratada daquela sarna. Mas ela esperará ávidamente pelo carinho e cuidado que teve nessa noite que passou aqui e talvez não tenha. Saí de lá segurando as lágrimas (que agora não param de cair), porque ao invés daquele motorzinho que ouvi todas as vezes que chegava perto, escutei o grunhido assustado de medo dos outros gatos, de estar numa gaiola fria esperando que alguém descubra os encantos escondidos debaixo daquela couraça que a rua criou. Sassá será um dia adotada? A quem foi mesmo que eu tentei salvar?
Saí de lá despedaçada!
Aquele olhar assustado, todos aqueles bichinhos de olhar triste, uns se pendurando nas grades buscando um pouquinho de carinho. Outros, como ela, se retraindo num canto. Nem sei descrever o quanto doeu, o quanto ainda me dói. O quão impotente me sinto, o quanto me questiono. Ela vivia na rua, passava fome, mas era livre. Se tivesse sorte, arrumava uns punhadinhos de ração. Se a sorte lhe abandonasse completamente, morreria de fome, fraqueza ou algum mau-trato atroz de gente sem alma. Hoje eu ajudei a selar a incerteza de seu destino. Sassá não deverá morrer de fome, mas nem sei se vai ser mesmo tratada daquela sarna. Mas ela esperará ávidamente pelo carinho e cuidado que teve nessa noite que passou aqui e talvez não tenha. Saí de lá segurando as lágrimas (que agora não param de cair), porque ao invés daquele motorzinho que ouvi todas as vezes que chegava perto, escutei o grunhido assustado de medo dos outros gatos, de estar numa gaiola fria esperando que alguém descubra os encantos escondidos debaixo daquela couraça que a rua criou. Sassá será um dia adotada? A quem foi mesmo que eu tentei salvar?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Lembretes de madrinha
Bruninha, minha afilhada linda!
Se eu puder te ensinar algo, vou querer que você aprenda que a busca pela felicidade não termina nunca, mas pra que o caminho seja leve, a equação exata é tentar não machucar ninguém, desde que não machuque a você mesma. Quero que você aprenda também que se colocar no lugar de outra pessoa em geral ajuda a errar menos com ela. Quero que aprenda o quanto é lindo ser e sentir sem ficar se perguntando o que vão pensar, mas se perguntar sempre o que você mesma vai pensar e sentir com os resultados de suas atitudes. Que você não esqueça nunca que amor se constrói com respeito e admiração, mas que de nada valem se você não tiver respeito e admiração por si própria.
Amo muito você,
Sua dinda!
Se eu puder te ensinar algo, vou querer que você aprenda que a busca pela felicidade não termina nunca, mas pra que o caminho seja leve, a equação exata é tentar não machucar ninguém, desde que não machuque a você mesma. Quero que você aprenda também que se colocar no lugar de outra pessoa em geral ajuda a errar menos com ela. Quero que aprenda o quanto é lindo ser e sentir sem ficar se perguntando o que vão pensar, mas se perguntar sempre o que você mesma vai pensar e sentir com os resultados de suas atitudes. Que você não esqueça nunca que amor se constrói com respeito e admiração, mas que de nada valem se você não tiver respeito e admiração por si própria.
Amo muito você,
Sua dinda!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Top 10 da falta de paciência
- Gente que julga vida/ relacionamento/ comportamento alheio baseada em sua cabecinha corroída pela mediocridade de achar que a única verdade é a sua;
- Gente que racionaliza o tempo inteiro para justificar suas desistências diante dos primeiros obstáculos. Ok, isso me inclui;
- Gente cuja vida é tão desinteressante que passa o dia falando sobre a vida alheia. Em voz alta e com nome e sobrenome;
- Gente que rotula;
- Gente que tem o melhor casamento/ namoro/ relacinamento do mundo;
- Gente que veio preparada para a vida: sabe criar filhos como ninguém, cozinhar como ninguém, trabalhar como ninguém, prender marido como ninguém e sempre fala a verdade;
- Gente que não tem a menor educação;
- Gente que NUNCA se coloca no lugar do outro. Eu disse NUNCA!
- Gente extremamente maldosa, mas que tem coragem de abrir a boca pra dizer que seu maior defeito é a ingenuidade;
- Gente que está extremamente irritada por fazer uma lista dessas sem sequer estar na TPM.
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