segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Veredas, veredas

Poderia ser mais uma nuvem, mas não é. É mudança de tempo e minha mudança diante do tempo.
Falando nele, o tempo, suas marcas incidem sobre mim com uma velocidade inacreditável. E não é só do corpo e de suas transformações que falo. Me refiro também a cada sinal inscrito em mim pela vida e suas dores, alegrias, perdas, desejos. Desejo. Esse estranho íntimo com quem me deito e que me faz levantar. E se um dia são lágrimas, no outro a aridez domina, e a sede por ela provocada me tira a força de buscar com que mitigá-la. São livros dispostos sobre uma mesa esperando serem lidos, é a noite lá fora me convidando a contemplá-la. E sempre o lado de dentro me lançando convites pra que me volte para ele e confronte esse universo tão amedrontador (e tão libertador) chamado inconsciente.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sempre mais do mesmo?

Seria então catarse reviver o acontecimento traumático?
Ou uma puta sacanagem?
Ou um puta comodismo meu, que não rompo com o desconforto dessa zona de conforto?
Fica a reflexão!

domingo, 31 de março de 2013

Ensaio de um ensaio psicanalítico (ou análise de mim mesma)

Pois... a questão é que varro para debaixo do tapete a poeira dos acontecimentos. Porque seguir em frente requer habilidades que não manejo tão bem com esse meu jeito canhoto atrapalhado de ser. Então pra debaixo do tapete vão muitos problemas... daqueles que mereceriam atenção, mas atrasariam todo o serviço se me dedicasse a tais tarefas. Vão também alguns desejos. Incompatíveis com o momento. Ponto.
Esse tapete talvez seja daqueles que flutuam, dos quais só se ouve falar nas estórias infantis, tenho quase certeza. Debaixo dele cabe tanta coisa que me assusto quando me permito olhar pra avaliar se vou ter tempo de cuidar dele. O problema é o tempo passando... e há muitas coisas vivas debaixo do tapete. Respiram com dificuldade, precisam de espaço, precisam de cuidado. Tem coisas que eu decidi "guardar" lá pra depois decidir o que fazer. Percebi, da última vez que conferi, que algumas até se fossilizaram na espera... e eu as guardei por ter a intenção de cuidar, por amar de alguma forma avessa, pela boa e velha mania de reter.
 E hoje tanta coisa é carne morta.
Tem afetos debaixo do tapete. Tem aquelas dores que sempre incomodam e a gente finge que não existem pra não interromperem a caminhada, mas com o tempo vão se tornando mais e mais evidentes ao alterar lentamente a nossa marcha. Tem o que não sei, tem o que não quero, tem o que não posso. Tem o que me amedronta e me tira o sono. E é essa última categoria que me tira da cama que só agora me parece tão desconfortável e me faz tentar organizar alguma coisa em mim pra que essa vida paralela que existe debaixo do tapete vá saindo de lá aos poucos. Pensar na vida que existe ali me causa variados tipos de terror e aflição, experimentados em intensidades diferentes. Mas o tapete está puindo, já não consigo esconder tanta coisa. As vezes imagens oníricas distorcem o que está lá "guardado" de forma tão aparentemente segura, que me roubam o fôlego e me causam a mais incômoda angústia. É o que está acontecendo. Saíram de lá frases soltas, sonhos estranhos com as imagens (e os sentidos) mais apavorantes e parecem me perseguir por onde quer que ande, para onde que que me esconda.
Sim, esses confrontos eventualmente acontecem e constantemente me roubam o chão. Sim, esses confrontos doem, as vezes sangram e sempre transformam. Sim, esses confrontos me tornam quem sou (ou serei?).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ah, se tu soubesses...

... que a diferença entre nós consiste no que cada um julga necessário fazer e falar. E, da minha parte, tentar provocar insegurança em alguém com um "ingênuo" comentário sobre algum personagem secundário de um passado de mágoas, só serve pra que eu perceba que tens necessidade de causar determinadas sensações para que sinta-se possuindo algum poder sobre mim.
Ah, que pena sinto de você nessas horas!