Admitir um preconceito é um processo extremamente doloroso, principalmente quando ele é tão arraigado que não se percebe sua existência.
E foi assim que me surpreendi, me envergonhei profundamente, me justifiquei, me puni. Desculpas não funcionam muito bem (principalmente quando se trata das minhas próprias desculpas) se não se tenta entender e se livrar do mal. Sei sim, que não existe NINGUÉM 100% livre do preconceito. É da essência do homem julgar, ser julgado, comparar, condenar. Sempre tentei me livrar de todos os que fui capaz de detectar. Ontem, porém, percebi que preconceito é preconceito e não importa a intenção. Disse algo, magoei, tentei justificar que na verdade o sentido do que disse era outro (e percebo, só agora, que o sentido era mesmo outro, mas o sentimento era o mesmo). Empalideço de vergonha e tristeza, por magoar, por perceber minha falha, por ser tão "filhadaputamente" preconceituosa. E por mais perdão que eu peça, só o doloroso processo de extirpação desse sentimento tão danoso é que vai me redimir.
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